Total de visualizações de página

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Sustentabilidade - CRISTAL DE QUARTZO RENOVA A PELE E É ALTERNATIVA SUSTENTÁVEL PARA A COMPOSIÇÃO DE ESFOLIANTES


Mineral promove a revitalização da pele sem agredir o meio ambiente

São Paulo, outubro de 2016 – Segundo um estudo realizado pela Universidade de Plymouth, no Reino Unido, o uso de microesferas de polietileno em formulações de esfoliantes faciais e corporais, cremes dentais e outros produtos, coloca a vida marinha em risco. Isso porque, mesmo após o tratamento do esgoto, quase 100 mil partículas desse material são lançadas em rios e oceanos.

A análise ainda aponta que o uso de cosméticos esfoliantes é responsável por descartar 80 toneladas de resíduos de microplásticos nos oceanos do Reino Unido, anualmente. A preocupação em combater o problema é tamanha que a indústria europeia de cosméticos colocou como meta remover totalmente, até 2020, esses materiais das formulações. Além disso, Estados Unidos e Canadá também já trabalham em leis relacionadas à questão.

Diante da necessidade de investir em uma solução natural para combater o problema, a Beraca, uma das principais fornecedoras de ingredientes naturais e orgânicos provenientes da biodiversidade brasileira para as indústrias de cosméticos, produtos farmacêuticos e cuidados pessoais, apresenta os Cristais de Quartzo para a esfoliação do corpo e do rosto.

“Essa é uma solução 100% natural e de origem mineral, que não agride o meio ambiente. Os cristais possuem múltiplos benefícios, como a renovação do estrato córneo, promovendo uma melhora na textura e aparência da pele, além de facilitar a absorção de cosméticos””, explica Juliana Frutuoso, Gerente de Negócios da Beraca.

Além disso, os cristais são antialergênicos, livres de conservantes, corantes e pigmentos. “Essa é uma inovação que vai ao encontro de uma necessidade dos consumidores. A pesquisa Barômetro da Biodiversidade (realizada pela UEBT) provou isso ao apontar que, entre os entrevistados, 92% dos brasileiros esperam que os fabricantes adotem políticas de respeito à biodiversidade”, enfatiza a gerente.

Sobre a Beraca

A Beraca é uma empresa do Grupo Sabará e é especializada no desenvolvimento de tecnologias, soluções e matérias-primas de alta performance para as indústrias de cosméticos, produtos farmacêuticos e cuidados pessoais. Com atuação reconhecidamente transformadora no contexto ambiental e socioeconômico, a empresa é considerada uma das principais fornecedoras de ingredientes naturais e orgânicos provenientes da Amazônia, além de outros biomas brasileiros.

Por seu excelente desempenho, a Beraca está classificada entre as empresas mais sustentáveis do setor no ranking de sustentabilidade das principais entidades que avaliam o mercado. 

Fonte: Grupo Image 

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Prefeitura de Fortaleza inaugura a Rua da Esperança

Imagine uma via em que podem transitar carros, bicicletas e pessoas com segurança. Um espaço colorido e arborizado onde crianças e idosos se sentem bem e até os pacientes de doenças graves têm acolhimento. Esta é a Rua da Esperança (Rua Alberto Montezuma, bairro Vila União) implantada pela Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma). A inauguração do espaço será nesta sexta-feira (14.10), às 9 horas.

São 160m de "traffic-calming", isto é, uma área onde a prioridade não é o carro. A via é pavimentada com piso intertravado, as calçadas ganharam piso drenante, possibilitando assim não haver desnível entre via e passeio. Será uma grande área de convívio linear. A prioridade será o pedestre, mas todos os modais poderão circular.

“O projeto enfatiza a importância da convivência de vários públicos, proporcionando maior utilização deste espaço pela população. A intervenção irá possibilitar a ocupação da via por pacientes, familiares, profissionais da área da saúde, que poderão interagir entre si e com o local, destacou Águeda Muniz, titular da Seuma.

Para os arquitetos autores do Projeto Executivo da rua, Hulda Wehmann e Newton Becker, ver a concretização da proposta é de grande satisfação e alegria. “Foi um trabalho de várias mãos e a gente fica muito feliz de vê-lo efetivado, com a esperança de que seja o início de mudanças maiores”, comemorou Becker.

Como a via será um espaço de uso compartilhado, englobará as mais diversas expectativas: dos gestores, dos usuários, daqueles que passam e dos que permanecem. A iniciativa é exemplo de uma intervenção urbana que objetiva, sobretudo, a valorização do logradouro como espaço de convivência harmônica entre diferentes públicos e meios de locomoção.

A Rua da Esperança é voltada para toda a população, mas beneficiará diretamente os pacientes do Hospital Infantil Albert Sabin (Hias) e os jovens e as crianças que se tratam de câncer no anexo administrado pela Associação Peter Pan.

Serviço
Inauguração da Rua da Esperança
Data: 14.10.2016 (sexta-feira)
Horário: 9 horas
Local: Rua Alberto Montezuma (Rua da Esperança)
Entre as ruas Francisco Lorda e Abelardo Marinho (Vila União)


Fonte: Assessoria de Imprensa da Seuma

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Zoológico Sargento Prata recebe programa de educação ambiental no Dia das Crianças

Entre os dias 8 e 16 de outubro, o Zoológico Sargento Prata promoverá uma série de atividades culturais para celebrar a semana das crianças. Uma das ações previstas é a apresentação da esquete musical "Sou um Ecocidadão", com o Grupo Bagaceira de teatro, na quarta-feira, 12.

A esquete, que será apresentada em dois horários, às 10h e às 14h, tem como protagonista o Capitão Ecocidadão, personagem que utiliza traje de super-herói semelhante ao uniforme dos garis e tem como missão transmitir a mensagem de que cada um precisa fazer a sua parte para conviver em harmonia em uma cidade limpa.

A apresentação foi elaborada para a edição de 2015 do Ecocidadão nas Escolas, projeto do Grupo Marquise e da Ecofor Ambiental que, no ano passado, impactou 38 mil crianças, com faixa etária entre 6 e 12 anos, e 520 professores de escolas públicas e privadas de Fortaleza, em quatro meses de atividade.

O "Ecocidadão nas Escolas" integra o programa Ecocidadão, trabalho de conscientização ambiental realizado pela Ecofor desde 2010, que leva ações de sensibilização sobre a correta disposição de resíduos sólidos e sobre formas de redução da incidência de lixo solto às maiores zonas geradoras de lixo e aos bairros com maior incidência de pontos de lixo. A iniciativa abrange ações como fixação de placas proibitivas nas comunidades atendidas, educação ambiental porta a porta, reuniões com líderes comunitários, implantação de gari comunitário, projeto de grafitagem, entre outras ações.

A estimativa é de que cerca de oito mil pessoas compareçam ao zoológico no  Dia das Crianças. Além de assistirem à esquete, as crianças receberão revistinhas interativas com curiosidades e jogos. Os educadores ambientais da Ecofor também estarão no local, orientando o público presente sobre o descarte corretos dos resíduos sólidos.


Serviço

Apresentação da esquete musical “Sou um Ecocidadão”

Local: Rua Prudente Brasil, 685 - Passaré (atrás do Banco do Nordeste)

Horário: Às 10h e às 14h

Contato para entrevistas: Iara Biasia - Diretora do Zoológico Sargento Prata -Telefone:  99662-7440

Fonte: Assessoria de Imprensa Grupo Marquise

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Indústrias sustentáveis são tema de palestra no IX Fórum IEP de Sustentabilidade, nesta sexta (07)

A palestra emite certificado e é destinado a estudantes universitários, executivos de empresas nacionais e multinacionais, prefeitos, secretários de Estado e outros
A Joongbo Química do Brasil, primeira empresa do Norte e Nordeste a fabricar produtos de Polietileno Expandido de Baixa Densidade (PEBD), participa da IX edição do Fórum IEP de Sustentabilidade, no próximo dia 07 (sexta-feira). O diretor-presidente da fábrica, Gervásio Pegado, ministrará a palestra  "Indústrias Sustentáveis", às 8h30 do dia. O evento acontece no Hotel Wirapuru, em Fortaleza, e é uma realização do Instituto de Educação Portal (IEP). O Fórum, que é o maior do Norte e Nordeste, deve receber cerca de quatro mil pessoas nos dois de evento, 06 e 07 de outubro.

Há quase 20 anos no segmento químico, a Joongbo é referência no processo de reciclagem de matéria-prima e na busca constante por inovação. Com produtos 100% recicláveis e tecnologia revolucionária, a indústria utiliza hidrocarbonetos no processo de fabricação, substituindo agentes nocivos (CFC, FREON, etc), e contribui, dessa forma, para a preservação do meio ambiente. É um exemplo de negócio que busca o equilíbrio entre crescimento e o respeito à natureza. Os participantes da palestra sobre sustentabilidade em indústrias receberão certificado.

IX Fórum IEP de Sustentabilidade


O Fórum IEP de Sustentabilidade é o Maior Evento de Sustentabilidade do Norte e Nordeste, voltado para prefeituras, empresas privadas, terceiro setor, instituições de ensino superior e sociedade civil. Seu objetivo é trabalharem em prol dos ODS - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, um compromisso da ONU em parceria com 192 países que realizam ações e projetos para alavancar os indicadores sociais.

Este ano, a 9ª edição abordará o tema Educação para o Desenvolvimento Sustentável, nos próximos dias 06 e 07, no CEU/ Hotel Wirapuru. O evento é mais uma contribuição social do IEP – Instituto de Educação Portal, frente à falta de conhecimento sobre Desenvolvimento Sustentável da sociedade cearense. Para participar do Fórum, os interessados devem fazer a inscrição no link: http://forumiepdesustentabilidade.com/ e levar 3kg de Alimentos não perecíveis ou uma lata de leite no dia do evento.

Serviço

Palestra "Indústrias Sustentáveis", no IX Fórum IEP de Sustentabilidade.
Dia 07 de outubro (sexta-feira), às 8h30.
Local: Hotel Wirapuru (Av. Alberto Craveiro, 2222, Dias Macedo)
Inscrições: forumiepdesustentabilidade.com/ e 3kg de Alimentos não perecíveis ou uma lata de leite entregue no dia do evento.
Informações: (85)3348.7540/ (85) 9.9256.3410

Fonte: Conecta Comunicação



Ambev leva empresas juniores para visitarem regiões do Ceará afetadas pela escassez hídrica

Ciclo Jr, da UFC, é uma das finalistas com o projeto Oca Sustentável. Quem ganhar receberá R$ 30 mil para desenvolver o projeto que será executado pela Ambev

A Ambev leva nesta semana as três empresas juniores finalistas do Desafio Ambev para conhecer dois municípios afetados pela escassez hídrica no Ceará: Jaguaruana e Russas. Os estudantes poderão conhecer de perto um sistema de abastecimento de água já implementado e verificar se os seus projetos seriam viáveis em uma realidade semelhante. O objetivo do Desafio Ambev é encontrar uma solução inovadora para ajudar a resolver um problema que afeta grande parte do Brasil: a falta de acesso à água potável. Por isso, a Ambev convocou empresas juniores a pensarem sobre o tema. Entre os finalistas estão: Ciclo Jr, da UFC de Fortaleza, EMAS Jr, da UFMG de Belo Horizonte, e NuTEQ, da UFRN de Natal.

O projeto da empresa júnior Ciclo Jr. propõe uma oca sustentável, estrutura de bambu que usa plantas e calor para tornar água de reuso potável. A EMAS Jr. pensou em um plano de dessalinização por destilação solar e bombeamento a energia solar. Já a NuTEQ sugere a construção de uma estrutura que retira água do ar por meio de orvalho e umidade. O vencedor será anunciado no fim de outubro. “Nosso maior objetivo é incentivar ideias e projetos inovadores das empresas juniores, acreditamos que esses jovens são o futuro de nosso país”, afirma Pedro Rio, presidente da Brasil Junior. “Prezamos por parcerias longas e consistentes com empresas como a Ambev, pois essas companhias garantem que as propostas saiam do papel e transformem o mundo em um lugar melhor”, completa o presidente.


O grupo ganhador receberá um aporte de R$ 30 mil da Ambev para desenvolver o projeto, que poderá ser executado pela cervejaria.  “O Desafio Ambev está em linha com o trabalho que já fazemos dentro e fora de nossos muros. Nossa preocupação com a água é contínua, há mais de 20 anos trabalhamos para reduzir o consumo de água internamente e preservar esse recurso”, afirma Carla Crippa, gerente de sustentabilidade da Ambev. 


Fonte: AD2M Engenharia de Comunicação

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Sustentabilidade - Coluna Eco News analisa e agradece kit com linha da Natura Ekos

A terça-feira (4/10) começou com gostinho especial de natureza. A editora da Coluna Eco News foi agraciada com mimo (kit) da Natura e sua linha de produtos Ekos. A empresa busca reconhecer o empenho de jornalistas e bloggers dedicados ao exercício de divulgação de seu trabalho em prol da sustentabilidade.

Segundo a marca, a causa da Natura Ekos é reconectar o mundo à natureza, assumindo seu centro de inteligência no coração da floresta Amazônica. Outro fator relevante da proposta é de desmistificar a noção de que sustentabilidade é para o agora (presente), e não somente para as futuras gerações.

O kit enviado ao blog surpreende pela diversidade de produtos e essências da linha Ekos, que levam bioativos de maracujá, açaí, cumaru, buriti, andiroba, castanha e murumuru, além de recipientes com sementes de manjericão, salsa, cebolinha e erva cidreira, que estimulam o plantio. Natura de parabéns pela criatividade, sensibilidade, e especialmente pela disseminação de uma cultura voltada para a consciência ambiental.

O blog aproveita para agradecer à Natura e à equipe da Vertente Comunicação.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Consumismo etc - "Teremos tempo para chegar a um Plano B?" - Dowbor: Crônica em meio à grande crise global

Saídas para evitar um colapso civilizatório são evidentes – mas nunca estiveram tão bloqueadas. A questão crucial: teremos tempo para chegar a um Plano B? 

Por Ladislau Dowbor | Tradução: Inês Castilho

Difícil deixar de pensar que estamos vivendo num circo gigante. Quando sentamos no sofá depois de um dia bizarro de trabalho e horas de transporte, as novelas surreais na TV nos dão uma visão geral do jogo global: tantas bombas sobre a Síria, mais refugiados nas fronteiras, os problemas das grandes finanças, os últimos gols de Neimar. Ah sim, e quem, depois da Hungria, a Grécia, a Polônia e o Reino Unido está ameaçando deixar a União Europeia em nome de ideais nacionais superiores.

É um jogo e tanto. Relatórios do Crédit Suisse e da Oxfam mostram a grande divisão entre os donos do jogo e os espectadores: 62 bilionários têm mais riqueza do que os 50% mais pobres da população mundial. Eles produziram tudo isso? Evidentemente, tudo depende de que papel você desempenha no jogo. Em São Paulo, os muito ricos que habitam o condomínio de Alphaville estão murados em segurança, enquanto os pobres que vivem na vizinhança se autodenominam Alphavella. Alguém precisa cortar a grama e entregar as compras.

De acordo com o relatório global da WWF sobre a destruição da vida selvagem, 52% das populações de animais não-domesticados desapareceram, durante os 40 anos que vão de 1970 a 2010. Muitas fontes de água estão contaminadas ou secando. Os oceanos estão gritando por socorro, o ar-condicionado prospera. As florestas estão sendo derrubadas na Indonésia, que substituiu a Amazônia como a região número um do mundo em desmatamento. A Europa precisa ter energia renovável, de carne barata e da beleza do mogno.

A Rede de Justiça Fiscal revelou que cerca de 30 trilhões de dólares – comparados a um PIB mundial de US$ ¼ 73 trilhões – eram mantidos em paraísos fiscais em 2012. O Banco de Compensações Internacionais da Basileia mostra que o mercado de derivativos, o sistema especulativo das principais commodities, alcançou 630 trilhões de dólares, gerando o efeito iôiô nos preços das matérias-primas econômicas básicas. O maior jogo do planeta envolve grãos, minerais ferrosos e não ferrosos, energia. Essas commodities estão nas mãos de 16 corporações basicamente, a maior parte delas sediadas em Genebra, como revelou Jean Ziegler em “A Suiça lava mais branco”. Não há árbitro neste jogo, estamos num ambiente vigiado. Os franceses têm uma excelente descrição para os nossos tempos: vivemos une époque formidable!

Fizemos um trabalho perfeito em 2015: a avaliação global sobre como financiar o desenvolvimento em Adis Abeba, as metas do desenvolvimento sustentável para 2030 em Nova York e a cúpula sobre mudanças climáticas em Paris. Os desafios, soluções e custos foram claramente expostos. Nossa equação global é suficientemente simples para ser executada: os trilhões em especulação financeira precisam ser redirecionados para financiar inclusão social e para promover a mudança de paradigma tecnológico que nos permitirá salvar o planeta. E a nós mesmos, claro.

Mas são os lobos de Wall Street que traçaram o código moral para este esporte: Ganância é Ótima!

Afogando em números

Estamos nos afogando em estatísticas. O Banco Mundial sugere que deveríamos fazer algo a respeito dos news four biliion – referindo-se aos quatro bilhões de seres humanos “que não têm acesso aos benefícios da globalização” – uma hábil referência aos pobres. Temos também os bilhões que vivem com menos de 1,25 dólar por dia. A FAO nos mostra em detalhes onde estão localizadas as 800 milhões de pessoas famintas do mundo. A Unicef conta aproximadamente 5 milhões de crianças que morrem anualmente em razão do acesso insuficiente a comida e água limpa. Isso significa quatro World Trade Centers por dia, mas elas morrem silenciosamente em lugares pobres, e seus pais são desvalidos.

As coisas estão melhorando, com certeza, mas o problema é que temos 80 milhões de pessoas a mais todo ano – a população do Egito, aproximadamente – e este número está crescendo. Um lembrete ajuda, pois ninguém entende de fato o que significa um bilhão: quando meu pai nasceu, em 1900, éramos 1,5 bilhão; agora somos 7,2 bilhões. Não falo da história antiga, falo do meu pai. E já que não é da nossa experiência diária entender o que é um bilionário, vai aqui uma nova imagem: se você investe um bilhão de dólares em algum fundo que paga miseráveis 5% de juros ao ano, ganha 137.000 dólares por dia. Não há como gastar isso, então você alimenta mais circuitos financeiros, tornando-se ainda mais fabulosamente rico e alimentando mais operadores financeiros.

Investir em produtos financeiros paga mais do que investir na produção de bens e serviços – como fizeram os bons, velhos e úteis capitalistas – de modo que não tem como o acesso ao dinheiro ficar estável, muito menos gotejar para baixo. O dinheiro é naturalmente atraído para onde ele mais se multiplica, é parte da sua natureza, e da natureza dos bancos. Dinheiro nas mãos da base da pirâmide gera consumo, investimento produtivo, produtos e empregos. Dinheiro no topo gera fabulosos ricos degenerados que comprarão clubes de futebol, antes de finalmente pensar na velhice e fundar uma ONG – por via das dúvidas.

Um suborno global

Muita gente percebe que as regras do jogo são manipuladas. Os tempos são de fraude global, quando pessoas fabulosamente ricas doam a políticos e promovem a aprovação de leis para acomodar suas crescentes necessidades, fazendo da especulação, da evasão fiscal e da instabilidade geral um processo estrutural e legal. Lester Brown fez suas somatórias ambientais e escreveu Plano B [“Plan B”], mostrando claramente que o atual Plano A está morto. Gus Speth, Gar Alperovitz, Jeffrey Sachs e muitos outros estão trabalhando no Próximo Sistema [“Next System”], mostrando, implicitamente, que nosso sistema foi além de seus próprios limites.

Joseph Stiglitz e um punhado de economistas lançaram Uma Agenda para a Prosperidade Compartilhada, rejeitando “os velhos modelos econômicos”. De acordo com sua visão, “igualdade e desempenho econômico constituem na realidade forças complementares, e não opostas”. A França criou seu movimento de Alternativas Econômicas; temos a Fundação da Nova Economia no Reino Unido; e estudantes da economia tradicional 2/4 estão boicotando seus estudos em Harvard e outras universidades de elite. Mehr licht! [Mais luz!]

E os pobres estão claramente fartos desse jogo. Sobram muito poucos camponeses isolados e ignorantes prontos a se satisfazer com sua parte, seja ela qual for. As pessoas pobres de todo o mundo estão crescentemente conscientes de que poderiam ter uma boa escola para seus filhos e um hospital decente onde pudessem nascer. E além disso veem na TV como tudo pode funcionar: 97% das donas de casa brasileiras têm aparelho de TV, mesmo quando não têm saneamento básico decente.

Como podemos esperar ter paz em torno do lago que alguns chamam de Mediterrâneo, se 70% dos empregos são informais e o desemprego da juventude está acima de 40%? E eles estão assistindo na TV o lazer e a prosperidade existentes logo ali, cruzando o mar, em Nice? A Europa bombardeia-os com estilos de vida que estão fora do seu alcance econômico. Nada disso faz sentido e, num planeta que encolhe, é explosivo. Estamos condenados a viver juntos, o mundo é plano, os desafios estão colocados para todos nós, e a iniciativa deve vir dos mais prósperos. E, felizmente, os pobres não são mais quem eram.

Cultura e convivialidade

Sempre tive uma visão muito mais ampla de cultura do que o tradicional “Ach! disse Bach”. Penso que ela inclui desfrutar de alegria com os outros, enquanto se constrói ou se escreve alguma coisa, ou simplesmente se brinca por aí. Convivialidade. Recentemente passei algum tempo em Varsóvia. Nos fins de semana de verão, os parques e praças ficavam cheios de gente e havia atividades culturais para todo lado.

Ao ar livre, com um monte de gente sentada no chão ou em simples cadeiras de plástico, uma trupe de teatro fazia uma paródia do modo como tratamos os idosos. Pouco dinheiro, muita diversão. Logo adiante, em outras partes do parque Lazienki, vários grupos tocavam jazz ou música clássica, e as pessoas estavam sentadas na grama ou assentos improvisados, as crianças brincando por perto.

No Brasil, com Gilberto Gil no ministério da Cultura, foi criada uma nova política, os Pontos de Cultura. Isso significou que qualquer grupo de jovens que desejassem formar uma banda poderiam solicitar apoio, receber instrumentos musicais ou o que fosse necessário, e organizar shows ou produzir online. Milhares de grupos surgiram – estimular a criatividade requer não mais que um pequeno empurrão, parece que os jovens trazem isso na própria pele.

A política foi fortemente atacada pela indústria da música, sob o argumento de que estávamos tirando o pão da boca de artistas profissionais. Eles não querem cultura, querem indústria de entretenimento, e negócios. Por sorte, isso está vindo abaixo. Ou pelo menos a vida cultural está florescendo novamente. Os negócios têm uma capacidade impressionante para ser estraga-prazeres.

O carnaval de 2016 em São Paulo foi incrível. Fechando o círculo, o carnaval de rua e a criatividade improvisada estão de volta às ruas, depois de ter sido domados e disciplinados, encarecidos pela comunicação magnata da Rede Globo. As pessoas saíram improvisando centenas de eventos pela cidade, era de novo um caos popular, como nunca deixou de ser em Salvador, Recife e outras regiões mais pobres do país. O entretenimento do carnaval está lá, é claro, e os turistas pagam para sentar e assistir ao show rico e deslumbrante, mas a verdadeira brincadeira está em outro lugar, onde o direito de todo mundo dançar e cantar foi novamente conquistado.

Um caso de consumo

Eu costumava jogar futebol bastante bem, e ia com meu pai ver o Corinthians jogar no tradicional estádio do Pacaembu, em São Paulo. Momentos mágicos, memórias para a vida inteira. Mas principalmente brincávamos entre nós, onde e quando podíamos, com bolas improvisadas ou reais. Isso não é nostalgia dos velhos e bons tempos, mas um sentimento confuso de que quando o esporte foi reduzido a ver grandes caras fazendo grandes coisas na TV, enquanto a gente mastiga alguma coisa e bebe uma cerveja, não é o esporte – mas a cultura no seu sentido mais amplo – que se transformou numa questão de produção e consumo, não em alguma coisa que nós próprios criamos.

Em Toronto, fiquei pasmo ao ver tanta gente brincando em tantos lugares, crianças e gente idosa, porque espaços públicos ao ar livre podem ser encontrados em todo canto. Aparentemente, por certo nos esportes, eles sobrevivem divertindo-se juntos. Mas isso não é o mainstream, obviamente. A indústria de entretenimento penetrou em cada moradia do mundo, em todo computador, todo telefone celular, sala de espera, ônibus. Somos um terminal, um nó na extensão de uma espécie de estranho e gigante bate-papo global.

Esse bate-papo global, com evidentes exceções, é financiado pela publicidade. A enorme indústria de publicidade é por sua vez financiada por uma meia dúzia de corporações gigantes cuja estratégia de sobrevivência e expansão é baseada na transformação das pessoas em consumidores. O sistema funciona porque adotamos, docilmente, comportamentos consumistas obsessivos, ao invés de fazer música, pintar uma paisagem, cantar com um grupo de amigos, jogar futebol ou nadar numa piscina com nossas crianças. Um punhado de otários consumistas Que monte de idiotas consumistas nós somos, com nossos apartamentos de dois ou três quartos, sofá, TV, computador e telefone celular, assistindo o que outras pessoas fazem.

Quem precisa de uma família? No Brasil o casamento dura 14 anos e está diminuindo, nossa média é de 3,1 pessoas por moradia. A Europa está na frente de nós, 2,4 por casa. Nos EUA apenas 25% das moradias têm um casal com crianças. O mesmo na Suécia. A obesidade está prosperando, graças ao sofá, a geladeira, o aparelho de TV e as guloseimas. Prosperam também as cirurgias infantis de obesidade, um tributo ao consumismo. E você pode comprar um relógio de pulso que pode dizer quão rápido seu coração está batendo depois de andar dois quarteirões. E uma mensagem já foi enviada ao seu médico.

O que tudo isso significa? Entendo cultura como a maneira pela qual organizamos nossas vidas. Família, trabalho, esportes, música, dança, tudo o que torna minha vida digna de ser vivida. Leio livros, e tiro um cochilo depois do almoço, como todo ser humano deveria fazer. Todos os mamíferos dormem depois de comer, somos os únicos ridículos bípedes que correm para o trabalho. Claro, há esse terrível negócio do PIB. Todas as coisas prazerosas que mencionei não aumentam o PIB – muito menos minha sesta na rede. Elas apenas melhoram nossa qualidade de vida. E o PIB é tão importante que o Reino Unido incluiu estimativas sobre prostituição e venda de drogas para aumentar as taxas de crescimento. Considerando o tipo de vida que estamos construindo, eles talvez estejam certos.

Necessitamos de um choque de realidade. A desventura da terra não vai desaparecer, levantar paredes e cercas não vai resolver nada, o desastre climático não vai ser interrompido (a não ser se alterarmos nosso mix de tecnologia e energia), o dinheiro não vai fluir aonde deveria (a não ser que o regulemos), as pessoas não criarão uma força política forte o suficiente para apoiar as mudanças necessárias (a não ser que estejam efetivamente informadas sobre nossos desafios estruturais). Enquanto isso, as Olimpíadas e MSN (Messi, Suarez, Neymar para os analfabetos) nos mantêm ocupados em nossos sofás. Como ficará, com toda a franqueza, o autor destas linhas. Sursum corda.