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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Fortaleza recebe Seminário de Avaliação da Seca de 2010-2016 no Semiárido Brasileiro

Evento acontecerá no BNB do Passaré, entre 30 de novembro e 2 de dezembro e terá a  participação direta dos nove estados do Nordeste, além de Minas Gerais e Espírito Santo, além do Governo Federal e de Instituições Internacionais
O semiárido brasileiro vem atravessando, desde 2010, uma das secas plurianuais mais severas de que se tem notícia. Apesar da secular experiência nacional de políticas públicas para o enfrentamento das secas do Nordeste, os impactos econômicos, sociais e ambientais ainda se fazem sentir fortemente. Além de queda na produção agropecuária e de impactos negativos em outras atividades econômicas, há séria crise no abastecimento de água, com muitos reservatórios já secos ou em situação crítica.

No entanto, há muitas lições a aprender que podem contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas nos nossos Estados e no Governo Federal, inclusive levando em conta cenários futuros de mudanças climáticas. Dessa forma, será realizado em Fortaleza-CE, entre os dias 30 de novembro, 1º e 2 de dezembro, o Seminário de Avaliação da Seca de 2010-2016 no Semiárido Brasileiro, que tem objetivo de documentar aspectos climáticos, impactos, respostas e lições para subsidiar futuras estratégias de adaptação aos impactos das secas no contexto de mudanças climáticas e crescente pressão antrópica e contribuir para o aperfeiçoamento da Política Nacional sobre Secas.

O Centro Administrativo do Banco do Nordeste, no Bairro Passaré, será o local do Seminário, que é uma realização do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização social supervisionada pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e do Governo do Estado do Ceará, através da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). O evento tem apoio do Banco Mundial, Banco do Nordeste, Agência Nacional das Águas (ANA), Ministério do Meio Ambiente e Ministério da Integração.

O evento reunirá representantes de várias instituições federais, estaduais e internacionais, com a participação direta dos nove estados do Nordeste, além de Minas Gerais e Espírito Santo. De acordo com Antônio Rocha Magalhães, do CGEE, o Seminário de Avaliação servirá como um registro do mais prolongado período de seca, pois, nos sete anos entre 2010 a 2016, seis foram de estiagem no semiárido nordestino. A exceção foi o ano de 2011. “Isso é um fato histórico e tentaremos evitar o que aconteceu no passado, quando as ações eram somente de reação à Seca. Acreditamos que a política de enfrentamento e convivência com a estiagem deve permanecer em anos com boas chuvas também”.

Documentação histórica

Durante a abertura do Seminário, o CGEE lança, em parceria com o Banco Mundial, o livro “Secas no Brasil – Política e Gestão Proativas”, que traz uma documentação de dados, análises e imagens da atual estiagem no semiárido. Também será lançada uma versão em inglês, publicada nos Estados Unidos.

Fará parte da programação do evento uma Exposição de Fotografias sobre a Seca no Nordeste, com imagens feitas pelos fotógrafos Dorte Verner (Banco Mundial), Juliana Lima de Oliveira (Funceme), Leandro Castro (Funceme), Bruno Zaranza (Funceme) e Giullian Nicola Lima dos Reis (Funceme). As fotos são registros de viagens de campo ao Sertão do Ceará nos anos de 2015 e 2016, e de missões recentes do Banco Mundial no semiárido brasileiro.

Serviço:

Seminário de Avaliação da Seca de 2010-2016 no Semiárido Brasileiro

Data: 30 de Novembro, 1º e 2 de dezembro de 2016
Local: Centro Administrativo do Banco do Nordeste (Auditório), Fortaleza-CE - Bairro Passaré
Horários: 9h às 19h30
Fontes: CGEE e Funceme


Por Guto Castro Neto - Assessor de Comunicação da Funceme

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Prefeitura de Fortaleza lança Programa pioneiro de Escola Coletora de Resíduos Recicláveis

A Prefeitura de Fortaleza, por meio das Secretarias Municipais de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma) e de Educação (SME), e em parceria com o Limpa Brasil – Let’s do It!, instalou a primeira Escola PEV da Cidade. A partir de agora, a Escola Municipal Narciso Pessoa de Araújo, no Grande Bom Jardim (Regional V), conta com um Ponto de Coleta Voluntária (PEV) para o recebimento de materiais recicláveis.

“Fico muito feliz em saber que uma instituição de ensino público se engaja em um projeto tão importante para o meio ambiente e para a nossa Cidade. Agora, os alunos terão à disposição um Ponto de Entrega Voluntária (PEV) de materiais recicláveis e farão parte das políticas que implantamos relacionadas aos resíduos sólidos, como a implantação de 22 Ecopontos”, afirmou o prefeito Roberto Cláudio.

A titular da Seuma, Águeda Muniz, também destacou a importância da parceria e ressaltou que a iniciativa será ampliada. “A nossa expectativa é levar o projeto para mais 29 escolas e, posteriormente, para toda a rede de ensino municipal, sempre com o importante apoio da Rede de Catadores”, assegurou.

A primeira Escola do projeto já recebeu o coletor de recicláveis feito em madeira plástica e se transformou em um local de aprendizado sobre o descarte adequado de resíduos, catalisando a coleta seletiva prevista na Política Municipal de Resíduos Sólidos e já iniciada com a implantação de 22 Ecopontos em Fortaleza.

Antes da chegada do coletor, a unidade de ensino e a Seuma realizaram atividades de capacitação para que os estudantes sejam multiplicadores do descarte adequado de resíduos em casa e na comunidade. Além disso, no sábado (21.11), foi realizada uma ação coletiva em que 130 alunos coletaram resíduos recicláveis, no bairro, colaborando com a limpeza local.

A iniciativa integra as políticas de Educação Ambiental e de Resíduos Sólidos, com doação dos recicláveis para as associações de catadores. A primeira entidade beneficiada foi a Sociedade Comunitária de Reciclagem do Lixo do Pirambu de Fortaleza (Socrelp). Com a ampliação do projeto, os integrantes da rede de profissionais da reciclagem serão inteiramente contemplados.


Fonte: Assessoria de Imprensa da Seuma

Prefeitura de Fortaleza inicia segunda etapa da Operação Ambiente Seguro, Diversão Garantida 2016

A Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma) e da Agência de Fiscalização (Agefis), inicia nesta sexta-feira (25/11), a segunda etapa da Operação "Ambiente Seguro, Diversão Garantida 2016", a partir das 9 horas, em bairros da Regional I. A ação será realizada em todas as demais Regionais de Fortaleza, com término previsto para 09 de dezembro.

O objetivo da Operação é verificar a regularidade documental de restaurantes, bares, boates, motéis, casas de shows e demais ambientes de entretenimento. Os fiscais solicitarão as licenças e alvarás, avaliando se há a necessidade de notificações por algum de tipo de poluição, ausência de autorização ou certificado.

A Prefeitura avisará ao Corpo de Bombeiros sobre os estabelecimentos que não apresentarem o Certificado que atesta a segurança do equipamento quanto a incêndios. O órgão estadual realizará inspeções direcionadas a estes locais.

A mobilização é feita duas vezes por ano, em períodos que antecedem as férias, quando o movimento em locais de entretenimento aumenta. Com isso, a Prefeitura de Fortaleza garante a segurança de quem frequenta espaços de diversão e lazer, evitando tragédias como a causada pelo incêndio da Boate Kiss, no Rio Grande do Sul, quando centenas de jovens morreram pela ausência de estrutura na casa noturna.

Neste ano, na primeira etapa, realizada nos meses de maio e junho, foram fiscalizados 140 estabelecimentos, sendo lavradas 136 notificações. Em 2015, nas duas etapas da Operação, foram verificados 313 estabelecimentos, emitidas 359 notificações e realizadas 122 apreensões de equipamentos sonoros irregulares.

Serviço
Operação Ambiente Seguro, Diversão Garantida 2016
Data: 25/11 (sexta-feira)
Horário: 9 horas
Ponto de encontro: em frente à Secretaria Regional I (Rua Dom Jerônimo, 20 – Otávio Bonfim)

Fonte: Assessoria de Imprensa da Seuma

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Sustentabilidade - Insecta Shoes chega a Brasília e leva conceito sustentável para a região

Empresa que produz sapatos ecológicos e veganos promete agradar aos gostos mais exigentes

Amanhã, dia 25, a Insecta Shoes, primeira empresa a produzir sapatos ecológicos e veganos, inaugura sua primeira pop up em Brasília. Incentivando o consumo consciente e a sustentabilidade, a empresa utiliza roupas vintage garimpadas em brechós ou tecido ecológico à base de garrafa pet reciclada para criar seus produtos. As palmilhas são feitas em formato de colmeia, o calcanhar de espuma e a sola de borracha reciclada, itens que garantem conforto extra para o calçado.

A empresa disponibiliza diversos modelos de sapatos unissex feitos com estampas coloridas e florais exclusivas, produzidos em quantidades limitadas. Entre os principais diferenciais da marca está a constantemente busca em eliminar resíduos e substituir materiais convencionais por alternativas ecológicas em todos os setores do negócio. Com a abertura do novo ponto de venda a marca pretende incrementar em 20% o faturamento e vender 130 pares de sapatos até o dia 15 de dezembro, data prevista para o encerramento da pop up.

Inauguração pop up de Brasília
Insecta Shoes
Data: 25 de novembro
Horário: a partir das 12h
Endereço: O Pavilhão – CRS 512 Bloco A Loja 33
www.insectashoes.com.br
 
Fonte: Economídia

EcoDica pra hoje (24) - Unifor realiza Conferência "Sustentabilidade na prática"

Dentro da programação projeto Fortaleza Sustentável, o Escritório de Gestão, Empreendedorismo e Sustentabilidade da Unifor (Eges) realiza a conferência "Sustentabilidade na prática: Oportunidades economicas, bem-estar social e proteção ambiental". O evento acontece nesta quinta-feira (24), às 19h, na praça central do campus da Universidade de Fortaleza, e contará com a presença de Carlos Afonso Nobre, Ronaldo Setoa da Motta e Jair Kotz. As inscrições são gratuitas e abertas ao público em geral, mediante a confirmação pelo link abaixo:

Palestrantes
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Carlos Afonso Nobre

Agraciado com o Prêmio Nobel da Paz, coautor IPCC 4º Rel. Mudanças Climáticas, é presidente do Comitê Científico do International Geosphere (IGBP) e secretário-executivo da Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças CLimáticas (Rede Clima). É também pesquisador titular e coordenador Inpe, engenheiro pelo ITA e PhD pelo MIT.

eges-ronaldo-seroa-mottaRonaldo Seroa da Motta
Coautor do estudo em painel intergovernamental, recebeu o Certificado do Nobel Peace Prize de 2007 por sua contribuição. Consultor do Banco Mundial, diretor de Políticas Ambientais do Ministério do Meio Ambiente e diretor da Agência Nacional de Aviação (atuando na área de Relações Internacionais e na área de Regulação). Além disso, é professor de Economia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

eges-jair-kotzJair Kotz
Recebeu o Prêmio Máximo da ONU pela Melhor Gestão de Recursos Hídricos de 2005 a 2015. como superintendente de Meio Ambiente da Itaipu Binacional e também o prêmio da ONU pelas Melhores Práticas de Participação Pública, Educativa, de Comunicação e Sensibilização.

Sobre o projeto
O Projeto Fortaleza Sustentável reúne um conjunto de ações que serão realizadas pela Fundação Edson Queiroz com o objetivo de promover a educação ambiental e disseminar a importância da adoção de práticas que visem a sustentabilidade nos negócios, na mobilidade e na vida urbana. O primeiro pilar é a educação. Crianças e adolescentes bem informados sobre os problemas ambientais, tornam-se agentes transformadores, e no futuro, adultos comprometidos com a sustentabilidade. O segundo pilar é o debate. Aproximar os segmentos produtivos da sociedade e fomentar encontros com nomes relevantes que promovam palestras e workshops sobre desenvolvimento sustentável, inspirando empreendedores a transformarem a sua visão tradicional de economia para um novo modelo de economia verde. O terceiro pilar é a divulgação. Através das plataformas digitais, gerar conteúdos didáticos e de fácil acesso, contribuindo com a prática de atitudes mais sustentáveis no dia a dia da cidade.

Inscrições

Serviço
Conferência "Sustentabilidade na prática: Oportunidades economicas, bem-estar social e proteção ambiental"
Data: 24 de novembro de 2016 (quinta-feira)
Horário: 19h
Local: praça central do Campus da Unifor
Inscrições gratuitas e abertas ao público
Mais informações: 3477.3298

Fonte: site Unifor

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Opinião - O futuro das empresas depende da valorização da biodiversidade

Apostar no uso da biodiversidade como forma de valorização dos negócios é uma realidade cada vez mais próxima das empresas, principalmente no Brasil, um país repleto de riquezas naturais e com 60% de seu território cobertos por vegetação. No entanto, para investir nessa tendência, é preciso saber aproveitar os recursos da natureza de maneira sustentável. Em outras palavras, para manter a competitividade, é preciso estar alinhado à necessidade do consumidor, a cada dia mais atento a transparência, ética e respeito ao meio ambiente.

Aliás, essa é uma questão que foi abordada recentemente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), ao apresentar o estudo “Retrato do uso sustentável de recursos da biodiversidade pela indústria Brasileira”. A análise ouviu 120 executivos de pequenas, médias e grandes indústrias.

Entre os pontos apresentados, chama a atenção o fato de que 86,7% dos gestores brasileiros enxergam que a importância atribuída ao uso da sustentabilidade aumentou nos últimos cinco anos. Para eles, isso ocorre devido à maior conscientização das pessoas, ao aumento de campanhas ligadas ao tema e também ao fato de os empresários estarem mais atentos ao uso sustentável da biodiversidade.

A análise ainda apontou que, nos últimos dois anos, 52,5% das empresas investiram em produtos que utilizam recursos da biodiversidade. Além disso, no mesmo período, 48% das companhias de grande porte investiram em ações ou projetos voluntários de conservação ambiental.

Os resultados mostram que o país está muito mais comprometido com o respeito ao meio ambiente do que há alguns anos. Muitos já enxergam que a biodiversidade tem o poder de tornar os negócios mais competitivos. E a meta é que, com o passar dos anos, novas companhias se inspirem e invistam em modelos de negócios mais transparentes, com cadeias de produção comprometidas com o bem-estar das gerações atuais e futuras.

Afinal, existe um interesse crescente da população mundial por produtos eficazes e que tenham uma história verdadeira de sustentabilidade por trás deles. E é nisso que a Beraca aposta ao trabalhar com produtos de origem não madeireira, como frutos e sementes da biodiversidade brasileira. O modelo de negócio adotado pela empresa garante não somente a preservação dos biomas naturais, mas também a criação de uma cadeia de valor, capaz de estimular a preservação ambiental e promover uma melhoria na qualidade de vida das famílias extrativistas.

Esse é apenas um exemplo. O importante é mostrar que, para uma mudança sustentável, é preciso investir na criação de sistemas, processos e políticas. Certamente, com ações capazes de recuperar e tratar o solo e preservar as florestas e as plantações, será possível resgatar o valor das riquezas naturais e ampliar ainda mais o poder da nossa biodiversidade. Essa é uma iniciativa capaz de transformar o meio ambiente e a nossa economia.

Por Ulisses Sabará - É Presidente da Beraca, líder global no fornecimento de ingredientes naturais provenientes da biodiversidade brasileira para as indústrias de cosméticos, produtos farmacêuticos e cuidados pessoais.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Dono de tartaruga Tigre D’água faz entrega voluntária do animal à Semace

Uma tartaruga da espécie Trachemys dorbigni, conhecida popularmente como Tigre D'água, foi entregue espontaneamente à autarquia, por um cidadão, na manhã desta segunda-feira (21). De acordo com a Difis, o réptil vivia em situação legal (com certificado de origem) sob cuidados de Gerardo Martins, que decidiu fazer a entrega voluntária, para que o animal volte ao seu habitat natural. 


A tartaruga possuia certificado de origem proveniente de criadouro comercial de fauna silvestre, registrado no Ibama. O animal será levado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, onde passará por avaliação para posterior soltura à natureza. “Vale ressaltar que o cidadão não é multado na entrega voluntária”, destacou o fiscal ambiental da Semace, Roberto Cavalcante.

Em casos de posse de animais silvestres sem autorização da autoridade competente, a Semace atua com base no Decreto Federal nº 6.514, que prevê multa de R$ 500,00, de acordo com o Art. 24 da legislação. A Lei de Crimes Ambientais nº 9.605 de 12 de Fevereiro de 1998 também assegura a proteção de animais da fauna brasileira. 

A Semace possui o Disque Natureza para casos de denúncias de agressão ou resgate de animais silvestres, através do contato 0800.2752233 (ligação grátis). A autoria da denúncia é preservada. O contato também pode ser feito pelo e-mail atendimento.fauna@semace.ce.gov.br. O proprietário do animal pode também devolvê-lo voluntariamente ao Cetas, sem ser responsabilizado. Para isso é necessário obter orientações sobre o transporte do animal no telefone (85) 3474.0001. 
 
Tartaruga
 
A tigre d'água é um réptil de sangue frio que necessita do sol para se aquecer. A espécie tem tolerância ao contato humano e atrai as pessoas por sua beleza. São da família dos quelônios e vivem em regiões de lagos ou rios de águas lentas. Este tipo de animal deve ser mantido em abrigos como tanques com água, contendo rampa para que possa sair da água e se aquecer completamente. 

Por Ana Luzia Brito